Deputados estaduais comparam eleições a “vestibular difícil”

Na primeira sessão após o pleito, parlamentares analisaram como a mudança na regra de financiamento deixou a disputa mais dura

Atípica, vestibular difícil. Esses e outros termos foram usados pelos deputados estaduais que analisaram as eleições gerais no último domingo (7), a primeira financiada apenas com recursos públicos ou limitada a doações de pessoas físicas. Para alguns parlamentares, as urnas deixaram clara a insatisfação da sociedade com a política atual.

Primeiro a discursar, o deputado Doutor Hércules (MDB) agradeceu a confiança depositada no mandato dele. “Sou grato ao povo capixaba, em especial ao povo canela-verde, pela quarta vez o mais votado na cidade”, lembrou. “Eleição atípica, numa eleição não há vencidos nem vencedores, há aqueles escolhidos pelo povo para o representar em algum lugar”, afirmou o deputado Euclério Sampaio (DC).

O traço atípico do pleito foi destacado por José Esmeraldo (MDB). O emedebista agradeceu a votação que teve tanto no interior quanto na Grande Vitória e cumprimentou aos atuais estaduais Amaro Neto (PRB) e Josias Da Vitória (PPS), eleitos para a Câmara Federal. Quem também agradeceu pela reeleição e parabenizou Amaro e Da Vitória foi o deputado Marcelo Santos (PDT), reeleito para o Legislativo capixaba.

Da Vitória foi à tribuna para declarar gratidão pela vitória. “É o aval da sociedade capixaba nesta eleição, foi o voto de confiança para estar na Câmara representando o nosso Estado”.

 

Marcelo Santos (PDT) foi reeleito para mais um mandato na Casa

 

Gilsinho Lopes (PR), que foi candidato a deputado federal, mas não foi eleito, agradeceu aos 42.649 votos que obteve. “Estou muito feliz. Volto a ser delegado de polícia e vou agir com retidão, como sempre fiz”, prometeu. Também candidato a federal e sem êxito, Sandro Locutor (Pros) agradeceu pela campanha, parabenizou os candidatos eleitos, e desejou sorte ao governador eleito, Renato Casagrande (PSB).

Quem também usou a tribuna para agradecer a reeleição, foi o deputado mais votado deste ano, Sergio Majeski (PSB). “Obrigado aos 47 mil eleitores que reconheceram meu trabalho, que de alguma forma gostaram do que pautei meu mandato. Aquilo que nós propusermos a fazer aqui, continuaremos”, garantiu.

Para Majeski, o resultado em algum ponto trouxe mensagens “que vêm da rua, do eleitor que não está satisfeito com alguma coisa”, e defendeu ainda que “as relações precisam voltar a ser institucionais e não pessoais” entre os Poderes.

Janete de Sá (PMN), reeleita com 20.486 votos, comparou a eleição a um difícil vestibular. “Ficaram aqueles que mostraram realmente muito trabalho. Essa legislatura foi uma muito produtiva. Fico feliz de ter sido reconhecida nas pautas que trabalhei, isso foi entendido e resultou numa votação importante”, apontou.

Reeleito, Pastor Marcos Mansur (PSDB) destacou a dificuldade da campanha, “sem recurso e sem dinheiro”, mas coube ainda uma critica à direção nacional do partido.