Deputados criticam novo modelo de financiamento eleitoral usado nas eleições

“Se a intenção da Justiça Eleitoral foi coibir o caixa dois, acho que deu feito contrário”, disse Marcos Mansur (PSDB)

O modo como a campanha eleitoral foi financiada em 2018 foi objeto de crítica dos deputados Marcos Mansur (PSDB) e Janete de Sá (PMN) durante a sessão ordinária desta terça-feira (9). Para o tucano, as medidas que foram tomadas para evitar caixa dois provocaram efeito contrário no pleito. As eleições de 2018 foram as primeiras gerais financiadas apenas com recursos públicos ou limitada a doações de pessoas física.

“A emenda ficou pior que o soneto, se a intenção da Justiça Eleitoral foi coibir o famigerado caixa dois e evitar derrame de dinheiro, acho que deu feito contrário, nunca vi, são sete eleições, um derrame tão violento e descarado como vi nessas”, criticou Mansur.

Segundo o deputado, coisas “escabrosas” como boca de urna, “colinhas” preparadas aos montes e pagamentos foram visíveis estado afora. “Pessoas pegando cabos eleitorais, dando dinheiro, com cifras absurdas, como sempre existiu na nossa democracia, o dinheiro mascara o exercício democrático”, afirmou.

 

Janete de Sá (PMN) se posicionou contra a nova forma de financiamento eleitoral

 

Já a deputada Janete de Sá criticou o financiamento público de campanha. “Ficou claro que o fundo partidário não pode existir. É dinheiro público direcionado para caciques de partidos, tornando a campanha desproporcional e desleal”, apontou.

Ainda sobre as eleições, a deputada Claudia Lemos (PRB) comentou sobre os anseios da sociedade no País. Para a deputada, percebe-se um clamor pela legalidade, mas principalmente pela moralidade, o que pediria reflexão do papel do Legislativo.

“Só entendo a política quando você está inserido em um contexto que organiza a sociedade. Cabe a nós como parlamentares trabalharmos para que esses serviços públicos sejam fornecidos com qualidade. Que possamos avançar, ter uma mudança real, forte e efetiva, mas que tenhamos a reflexão que precisamos tem equilíbrio e garantir igualdade de oportunidade”, defendeu.