Deputados contrários ao fundo de financiamento irão usá-lo?

R$ 1,71 bi estão no fundo para bancar gastos de campanha. Mas alguns parlamentares do ES foram contra a proposta

Na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2017, os parlamentares criaram o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) com recursos públicos para financiar as campanhas eleitorais. Pela divisão desses recursos, que já vale para a eleição de 2018, cada voto para deputado federal vai valer R$ 17,63, determinando quanto cada partido vai receber. Como o total de deputados federais de cada partido tem grande peso na divisão dos R$ 1,716 bilhão do fundo, também já é possível estimar quando vale um deputado eleito: R$ 2,7 milhões a seu partido, em dinheiro do Orçamento da União.

A elaboração do fundo foi uma opção encontrada após o veto das doações eleitorais privadas. Ele poderá contribuir na redução dos gastos durante o processo eleitoral deste ano. Pois, em 2014 as eleições registraram um custo de R$ 5,7 bilhões e, para 2018, estima-se uma queda nesta despesa para R$ 1,7 bilhão.

Porém, alguns deputados federais se posicionaram contra a criação da FEFC e, mesmo assim, eles devem utilizar a verba para bancar suas campanhas. Pelo Espírito Santo, votaram a favor da formação do fundo os deputados Givaldo Vieira (PT), Lelo Coimbra (MDB) e Helder Salomão (PT). Foram contrários à proposta: Manato (Solidariedade), Dr. Jorge Silva (PHS), Evair Vieira de Melo (PV), Norma Ayub (DEM) e Paulo Foletto (PSB). Não votaram: Sérgio Vidigal (PDT) e Marcus Vicente (PP).

Resta saber se os deputados que rejeitaram o FEFC no passado irão abrir mão da verba proveniente dele durante a corrida eleitoral deste ano.