16/05/2022 às 11h47min - Atualizada em 16/05/2022 às 11h47min

Bares e restaurantes seguram preços, tornando mais barato comer fora de casa

Nos últimos 12 meses, enquanto a inflação chegou a 12,13%, no setor de alimentação fora do lar o índice foi de 6,63%

A diferença de custo entre a alimentação dentro e fora do lar continua ficando menor. Em março, a inflação dentro do lar nos últimos 12 meses foi de 13,73, enquanto a alimentação fora do lar foi de 6,22%.  Já em abril, a inflação dentro do lar nos últimos 12 meses foi de 16,12% enquanto a alimentação fora do lar foi de 6,63%.

Quando analisada a inflação dos alimentos e bebidas, que são os principais insumos para os bares e restaurantes, a diferença também é grande: eles aumentaram 13,47% no acumulado de 12 meses. No último mês, alimentos subiram 2,06%, mas os estabelecimentos do setor seguraram o repasse desse aumento nos produtos mais uma vez. A média da inflação na alimentação fora do lar foi de 0,62%.

“O Espírito Santo segue a tendência nacional de segurar os preços, buscando não repassar ao consumidor final essa inflação. Os dados reforçam que os bares e restaurantes são alternativas viáveis para a alimentação do consumidor. É importante destacar que os desafios que o setor enfrenta vão  além da inflação: ainda estamos nos recuperando dos períodos de restrição de funcionamento e muitos estabelecimentos seguem endividados”, aponta Rodrigo Vervloet, presidente do SindBares e da seccional capixaba da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel no ES).

Preço da cerveja
Segundo o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, esta é uma tentativa do empresário de bares e restaurantes para atrair de volta os clientes “seja segurando o repasse e até mesmo baixando os preços”, diz. “Se por um lado isso torna mais vantajoso para o consumidor comer fora de casa, em termos relativos, por outro diminui as margens de um setor que ainda está buscando uma recuperação. O caso da cerveja é exemplar, nos supermercados o preço para o consumidor subiu 9% nos últimos doze meses, enquanto nos bares foi menos da metade disso”, continua.

Para Solmucci, os dados revelados pelo IPCA mostram que o setor precisa de uma política pública específica de ajuda, pois não vem de hoje essa perda de margem dos estabelecimentos.

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