Hartung defende protesto dos caminhoneiros

Governador vê legitimidade na greve, propõe redução de impostos e pede que a população não seja prejudicada

Após o quarto dia consecutivo de paralisação dos caminhoneiros, o governador Paulo Hartung afirmou, na tarde desta quinta-feira (24), que, por conta dos altos impostos cobrados no valor final do óleo diesel, considera legítimo o movimento da categoria, mas fez um pedido para que os caminhoneiros não tencionem a situação para níveis que prejudiquem a população. O governador afirmou que, até o momento, a contraprestação de serviços do Estado funciona dentro da normalidade.

“Quero fazer um apelo aos motoristas. O movimento tem justificativa, mas não precisa evoluir na direção de penalizar o conjunto da população. Precisamos que nossos hospitais funcionem, que a população tenha acesso aos alimentos, que o transporte coletivo funcione e não falte combustível para a realização dos serviços essenciais como funcionamento de viaturas, ambulâncias e abastecimentos essenciais como oxigênio nos hospitais, por exemplo. Estou me referindo a questões essenciais. Precisamos que um movimento como este não prejudique a população”, apelou o governador.

Em coletiva de imprensa, o governador fez um breve histórico dos reajustes de impostos cobrados sob os combustíveis nos últimos anos em todo país e destacou que, mesmo com a União e demais Estados tendo aumentado a alíquota de impostos, o Espírito Santo não realizou reajustes e tem, atualmente, a menor tributação do país sobre o óleo diesel.

“O Espírito Santo não foi na direção do Governo Federal e dos demais Estados. Fizemos uma austeridade fiscal focada na redução dos gastos próprios e não com aumento de tributos. Não fomos pelo caminho mais fácil de aumentos de impostos. Na minha opinião esse movimento tem razão e a carga tributária sobre o diesel não é sustentável e tem que mudar, tem que reduzir para baixar o valor final do diesel nos postos de gasolina”, analisou.

O governador informou que, nesta sexta-feira (25), o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) terá uma reunião com representantes da União e dos Estados para debater a questão tributária do óleo diesel. Paulo Hartung disse que, junto com a União e demais Estados, o Espírito Santo está disposto a reduzir impostos. “Tem que reduzir a carga tributária para haver a redução do preço final nos postos. É um combustível essencial para o transporte de passageiros e cargas, além de ser um fator muito importante na economia popular. Amanhã vamos discutir o tema em uma reunião com o Governo Federal e demais Estados, se todos aceitarem reduzir os índices para níveis abaixo do Espírito Santo, estaremos presentes nesta proposta”, pontuou.