Deputados celebram situação fiscal do Estado na Assembleia

De acordo com os parlamentares, apesar do período de baixa na arrecadação, Estado conseguiu equilibrar gastos públicos e alcançar superavit

A situação fiscal do Espírito Santo foi destacada durante a sessão desta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa (Ales). Os parlamentares repercutiram as informações apresentadas nesta segunda (15), na Casa, pelo titular da Fazenda, Bruno Funchal, e a organização das contas do Espírito Santo diante do Tesouro Nacional.

O presidente da Comissão de Finanças, Dary Pagung (PRP), lembrou que segundo o divulgado pelo Tesouro, muitos estados estouraram o limite de gastos com pessoal e que os piores casos eram Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do Norte; enquanto os melhores seriam Ceará, São Paulo, Alagoas e o Espírito Santo, que teve superavit.

“Nosso Estado é colocado entre os especialistas e integrantes do Ministério da Fazenda como um caso excepcional. Os estados com dificuldade podem não conseguir manter o serviços públicos. Os governadores vão ter que ir a Brasília pedir socorro”, afirmou.

 

Para Marcelo Santos (PDT) – no meio – “o Estado está superavitário e vai deixar recursos para o próximo governo”

 

Dary elogiou o período de Paulo Roberto à frente da Fazenda estadual em 2016. Ele recordou que coincidiu com o momento de queda no preço do barril do petróleo, crise hídrica e com o acidente de Mariana (MG), que culminou com o fechamento da Samarco, fonte importante de receita para o caixa estadual.

Já sobre o atual secretário, o parlamentar reforçou que Bruno Funchal manteve os gastos públicos dentro dos limites estabelecidos pela Constituição. “O Espírito Santo está de parabéns por contar com esse equilíbrio fiscal”, comemorou. Ele ainda disse que o governador eleito poderá contar com esse resultado e o apoio do Legislativo.

Marcelo Santos (PDT) completou as palavras do colega, salientando que foram tomadas medidas duras para equacionar as contas. “Algumas foram antipáticas e necessárias, mas ao adotar, os resultados vieram. O Estado está superavitário e vai deixar recursos para o próximo governo. Podemos olhar para frente com cabeça erguida, não criamos qualquer empecilho para fornecedor ou servidor público”, exaltou.