Capixaba ainda sofre com preços altos nos supermercados

Estabelecimentos na Grande Vitória tentam recuperar os prejuízos registrados durante a greve

A greve dos caminhoneiros ainda afeta os preços de produtos na Grande Vitória. A batata, por exemplo, continua 50% mais cara do que em maio, seguida pela cebola, com alta de 20%, e o tomate, de 10%. “Há uma tentativa de recuperação da margem, os produtores querem recuperar os prejuízos que tiveram durante a paralisação”, explica o economista Felipe Vargas.

O consumidor também vê prejuízo ao comprar proteínas, sobretudo o frango. Para o cliente final, a alta é de 3% a 4%, ainda podendo aumentar nos próximos dias. “A greve prejudicou a alimentação das aves, com escassez de ração, e houve muita mortandade. Além disso, a alta no dólar causa encarecimento nas rações dos animais desde março. Houve uma quebra na produção do milho na Argentina, e isso afeta o preço do grão no mundo todo”.

De acordo com Vargas, quem for às compras também vai encontrar altas de quase 4% no feijão e pouco mais e 1% no arroz, causadas pela safra nesta época do ano. “Esses aumentos somados devem afetar o consumidor. A desvalorização cambial também tem pressionado preços. O pão francês, por exemplo, já tem alta de 1,5%. A expectativa é que, em junho, os preços dos alimentos em domicílio (comprados em supermercados) subam 2%. Fora isso, começamos a pagar energia mais cara (com bandeira vermelha, no patamar 2), a conta de energia elétrica ficará de 5% a 6% mais cara do que no mês passado”.

Segundo o economista, a energia e a gasolina vão responder por mais de 50% da aceleração prevista para este mês. “A inflação de junho pode superar a inflação dos três primeiros meses deste ano”.