Estado tem a segunda maior expectativa de vida do Brasil

Espírito Santo ainda registra a menor menor taxa de mortalidade infantil. Dados são do IBGE

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (29), o Espírito Santo possui a menor taxa de mortalidade infantil do País. Em 2017, foram registrados 8,4 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos no Estado. A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região e também da qualidade dos serviços de saúde ofertados à população.

Para combater a mortalidade infantil, que consiste na morte de crianças no primeiro ano de vida, é necessário iniciar os cuidados ainda no pré-natal, oferecendo às gestantes um acompanhamento adequado e um parto com todas as boas práticas recomendadas pelas evidências científicas. Após o nascimento, é preciso colocar em prática ações de prevenção de doenças, como administrar as vacinas próprias da idade e estimular o aleitamento materno exclusivo, o que, por si só, já reduz o risco de morte infantil.

Nos últimos quatro anos, a saúde da criança esteve no radar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Com o objetivo de ampliar a rede de atendimento materno-infantil, por exemplo, a Sesa firmou convênio com o Hospital e Maternidade de São Mateus, no Norte do Estado, e liberou R$ 3.867.684,69 para reforma e ampliação da estrutura física do hospital. Com a obra, a unidade terá capacidade de realizar 3.382 partos de risco habitual e 966 partos de alto risco por ano. Além disso, terá 55 leitos SUS para atendimento à mulher e à criança da região. Com isso, o hospital passará a ser referência em gestação de alto risco para os 14 municípios do Norte e aumentará a abrangência do atendimento em gestação de risco habitual de quatro para oito municípios.

No outro extremo do Espírito Santo, a Sesa firmou convênio com o Hospital Infantil Francisco de Assis (Hifa), de Cachoeiro de Itapemirim, e liberou um crédito de R$ 7,5 milhões para que o prédio onde hoje funciona a Superintendência Regional da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) seja reformado e possa abrigar uma estrutura de maternidade e de atendimento neonatal.

A Secretaria também tem acompanhado de perto o número de casos de sífilis e trabalhado junto com os municípios capixabas para melhorar o pré-natal e reduzir a transmissão vertical da doença – transmissão da infecção ou da doença da mãe para o seu filho no útero ou no parto. A sífilis, ao atingir o feto, pode ocasionar malformação, abortamento espontâneo e até a morte da criança logo após o nascimento devido às complicações causadas pela infecção. Uma vez detectada a infecção na gestante, é possível impedir a transmissão para o feto se o tratamento for feito no tempo certo.

Esperança de vida

No Espírito Santo, segundo o IBGE, as pessoas também vivem mais. No Estado, a esperança de vida ao nascer, de acordo com o Instituto, é de 78,5 anos, segunda maior do Brasil. A maior esperança de vida ao nascer ocorre em Santa Catarina (79,4 anos), e a expectativa média no Brasil é de 76,0 anos. No Espírito Santo, 13,6% da população é idosa, sendo que 11,5% têm entre 60 e 79 anos de idade e 2% têm 80 anos ou mais.

Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde está conduzindo a reestruturação à rede de atenção à saúde do idoso, um processo que envolverá todos os municípios capixabas. Esse trabalho vai ao encontro de outras medidas adotadas pela pasta nos últimos quatro anos para implantar um modelo de atenção à saúde centrado na pessoa, como a planificação da Atenção Primária à Saúde e a criação da Rede Cuidar.