Deputado propõe que empresas assumam proteção lateral da Terceira Ponte

Mecanismos para prevenção de suicídios na via foi debatido nesta segunda-feira na Assembleia

Em reunião da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa realizada nesta segunda-feira (18), o deputado Marcelo Santos (PDT) propôs um aprofundamento no debate a respeito da necessidade de instalação de barreira de proteção na Terceira Ponte, de forma a evitar que pessoas atentem contra a própria vida no local. Ele sugeriu que empresas como Vale e Arcelor Mittal assumam os custos para implantação da proteção.

“Há uma alternativa que vem sendo estudada de colocação de cabos de aço e hastes metálicas na lateral da Terceira Ponte. Nesse caso essas empresas podem contribuir na doação da matéria prima, já que produzem aço. São indústrias importantes no nosso Estado, geram empregos e renda, mas têm um passivo ambiental e este seria um retorno relevante para a sociedade”, avaliou Marcelo Santos.

A proposta surgiu após a Comissão de Infraestrutura ouvir o diretor geral da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp), Antônio Júlio Castiglioni Neto, que foi convocado para prestar esclarecimentos a respeito do andamento do projeto de implantação da proteção. A agência também foi convocada para uma visita técnica juntamente com a Comissão na Terceira Ponte. A inspeção, que terá data ainda definida, será acompanhada de representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES), que tem convênio de cooperação técnica com a Assembleia. Outro objetivo da inspeção no local é debater sobre alternativas de melhoria do fluxo de veículos na via.

 

Comissão recebeu equipe da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo

 

“A ponte não é apenas um equipamento rodoviário, mas também um patrimônio da identidade capixaba. É imprescindível preservar a imagem do local, que vem sofrendo tristes casos de suicídios, mas sobretudo preservar a vida das pessoas. A vida humana não pode ser ignorada e qualquer investimento que seja feito, se poupar uma vida, terá valido a pena”, admitiu o diretor da Arsp, antes de elencar questões técnicas e financeiras que ainda travam o projeto.

A solução atual que vem sendo estudada no momento, segundo Castiglioni, é a implantação de hastes metálicas na vertical, dando sustentação a cabos de aço dispostos verticalmente na lateral da ponte. A estrutura teria na parte superior o ângulo côncavo, voltado para dentro da ponte, de forma a evitar até mesmo a escalada de pessoas que acaso insistam em atentar contra a vida no local. Essa proposta estaria em finalização de estudos técnicos e financeiros e deverá ter o custo de cerca de R$ 13 milhões.

Castiglioni lembrou que há uma decisão judicial, desde 2013, que impede que haja aumento na tarifa de pedágio para realização de qualquer investimento que seja feito na Ponte, o que incluiria a implantação da barreira.

“O usuário realmente não pode ser penalizado com esse custo. Daí a proposta de que esse projeto seja custeado pela iniciativa privada. Vamos aprofundar esse debate para que cheguemos a uma conclusão. Não podemos mais admitir perda de vidas humanas no local. Esse é um problema de saúde pública, sim, mas sabemos que uma decisão trágica como o atentado contra a própria vida pode se reverter se a pessoa não conseguir seu propósito naquele momento. Toda tentativa é válida para preservar vidas. A Arsp não pode tratar o tema com a frieza de um processo”, disse Marcelo Santos. A reunião foi acompanhada do vice-presidente da Comissão, deputado Jamir Malini.

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