Cultura negra é mostrada na avenida pela Tradição Serrana

Os cerca de 700 componentes mostraram em cores, samba e alegria o enredo “O Grito Ecoou… no sorrisro e no abraço do negro, a esperança brotou”

A Tradição Serrana foi a sexta escola a entrar na avenida e chegou com muita energia para contar a história do negro no Brasil e da escravatura até a saída dos quilombos. A escola também canta o município de Fundão que, por muito tempo, foi o local de refúgio para os negros que foram escravizados.

Os cerca de 700 componentes mostraram em cores, samba e alegria o enredo “O Grito Ecoou… no sorriso e no abraço do negro, a esperança brotou”.

O tema é baseado em uma história real vivida no Distrito de Taquaraçu, que hoje é a cidade de Fundão. O avô do autor do enredo é Manoel Severo, que reunia a família para contar as histórias dos ancestrais negros escravos das fazendas de senhores espanhóis.

 

A Comissão de frente mostrou ritual da cultura negra com invocação do preto velho (Crédito: Flavio Almeida)

Tradições da cultura negra

A Comissão de frente mostrou ritual típico da cultura negra com invocação de entidades como o preto velho que fazia fumaça na avenida, além de negros acorrentados.

Em cada uma das 16 alas, os 700 componentes não economizaram energia para retratar resquícios importantes da cultura negra no Brasil. A Festa em homenagem a São Sebastião foi um dos pontos altos do samba enredo.

”… todos vão comemorar a Festa de São Sebastião. Eu vou que vou, cair no mundo real, ficção realidade…”, diz parte da composição.

A escola veio cheia de cores e brilho em várias alas, mas também mostrou trajes mais simples e típicos como na ala das Mães e pais de Santo.

As baianas vieram fechando a escola, de dourado, bailando para encerrar a história contada pela escola.

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