Arquiteto apresenta proposta para acabar com o eterno problema na Terceira Ponte

Para evitar suicídios, Carlos Calmon disse que solução é fácil, rápida, de baixo custo de instalação e manutenção e que não alteraria a estética da ponte

Em reunião da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (5), o arquiteto Carlos Eduardo Calmon apresentou uma proposta de sistema para inibir tentativas de suicídio na Terceira Ponte. A ideia é a instalação de uma tela de proteção de nylon por baixo da estrutura para que, quando uma pessoa pular, ela fique presa na rede aguardando o resgate.

 

Segundo Calmon, estimativa de custo é de R$ 5 milhões Crédito: Reprodução

 

Segundo o arquiteto, é uma solução fácil, rápida, de baixo custo de instalação e manutenção e que não alteraria a estética da ponte nem atrapalharia a visão de quem passa pelo local. A ideia foi inspirada em sistema elaborado para a Ponte Golden Gate, localizada na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. A estimativa de custo é de cerca de R$ 5 milhões.

Para o diretor-geral da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp), Antônio Júlio Castiglioni Neto, a opção é viável, mas não eliminaria os casos de suicídio no local, apenas inibiria as tentativas.

Ele informou que a agência realizou uma consulta pública sobre o tema e recebeu 39 sugestões. Uma delas se destacou: a instalação de uma estrutura semelhante a uma “gaiola”, também por baixo da estrutura da ponte. A inspiração também veio da Ponte Golden Gate. Essa opção ficaria cerca de três vezes mais cara que a rede de nylon.

 

Alternativa foi apresentada nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa, em Vitória

 

Essa proposta já foi pré-selecionada e, segundo Castiglioni, se não houver uma solução melhor até o final deste mês, o Estado abrirá processo licitatório para a instalação da estrutura de proteção. “Estamos pensando em uma solução em fibra de vidro com resina. Esse material tem 30% do peso e 80% da resistência do aço inox”, explicou o diretor.

Para Geraldo Dadalto, diretor-presidente da concessionária Rodosol, é preciso ter um pouco mais de paciência para decidir o melhor sistema de prevenção ao suicídio. Ainda para Dadalto, a decisão de qual é a melhor proposta tem de ser do Corpo de Bombeiros.

Já para o deputado Marcelo Santos (PDT), presidente da Comissão de Infraestrutura, a melhor proposta apresentada até o momento é a do arquiteto Carlos Eduardo Calmon. “É uma solução boa, bonita e barata”, destacou o parlamentar.